é noite(sempre). mergulho no oceano caótico do que sou. procuro às cegas na infinidade-mar de sentidos, nas correntezas de afetos, no bravio de ondas/pensamentos sem fim, na espuma do que me resvala, um tesouro baço chamado identidade. sinto outras vidas nadando ligeiras ao meu redor, que também é dentro de mim. sinto o peso dos peixes grandes e a sua presença absurda. onde está?
a agua é muito fria e não sei por quê, quero chorar. lágrimas de ser. lágrimas de não ser.
vou ficando sem ar, vou ficando sem mim.
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