domingo, 19 de junho de 2011

que em pasto azul boi que late comesse,
ou que gato preto fosse agouro que se acolhesse;
que um rato brabo pelo meio da sala corresse
que homem chorasse, árvore andasse, poste mijasse e luz nunca acendesse.
que vazio nosso um dia se preenchesse.


que bicho-da-seda papel higiênico comesse
falasse bandido que tudo não passava de um blefe;
fizesse menino com que pai e mãe obedecesse
fugisse do peito bezerro que recém-nascesse.
amor fosse possível sem que houvesse interesse.


tudo enfim diverso contrário sucedesse.
e fosse eu feliz e viver eu merecesse.

Um comentário:

Edmilson Madureira Segundo disse...

Esse mesmo, digo, isso mesmo. Muito bom.