- Sabe aquele tipo de coisa da qual a gente não sabe que precisa até ter encontrado? Você é assim, sem ser uma coisa, claro... Eu sei, eu sei... embora algumas vezes eu tenha te tratado como tal...
- Prossiga.
- E eu te amo tanto, e é tão grande, sabe... que eu nem sei definir ou explicar...
- Aham.
- E se você voltasse...
- Você dormiu com ela?
- Claro que não! Foram só uns beijinhos, você me conhece.
- Conheço: um atrevido.
- Isso foi no começo. Com o passar do tempo e o namoro da gente, sabe, eu fui me aquietando.
- Mas vocês passaram a noite juntos que eu sei.
- Só que não rolou nada. Pra ser sincero, embora isso manche a minha masculinidade, não senti tesão. Logo no começo me deu um peso danado na consciência, aí paramos. Eu não podia mais.
- Eu tô me lixando pra tua masculinidade.
- Sabe de uma coisa, Roberta, você já foi mais civilizada.
- Ah, é?
- É! E sensível também. E compreensiva.
- Por que será que "de repente" eu mudei, hem?
- Não faço a mínima ideia. E você sabe muito bem que eu odeio sarcasmo.
- Bichinho... te ofendi, foi?
- Pra mim basta! Você não é mais aquela mulher que eu amava. - e foi se afastando.
- Então te dana, inferno! Pois é uma pena, viu! Também não te amo mais, e talvez nunca tenha... - ele já estava longe demais pra ouvir.
Dois dias depois, Roberta ligou; desculpou-se e eles voltaram numa boa.
2 comentários:
mas ele tinha dormido com ela, não tinha?
eu não estava lá.
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